sábado, 8 de abril de 2017

POETA Eu sou

A alma do poeta me sensibilizou
me tocou bem fundo
no mar encapelado
De tudo que passou                
Maria Luísa


Estamos no meio da tarde
se aproxima lentamente a noite
e eu sinto em ti
um medo forte
De não seres assim tão forte

Procura a hora do entardecer perfumado
e o silêncio de intimo fogo ardente
Abre as janelas fluorescentes
pintadas
pelo acender dos clarões
Da noite fechada

É um final de dia
onde a cor predomina
Num amor ausente

Que o futuro
Não nos seja indiferente!


Maria Luísa Adães


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quinta-feira, 23 de março de 2017

APENAS EU

Internet/ Salvador Dalí
Despida de cansaços
de dores e amarguras
eu flutuo no espaço nua

Numa outra dimensão
Eu vivo
enquanto escrevo

Sinto no ar a diferença
o mar tomou a cor do infinito
as águas mais azuis e frias

As nuvens correm
minúsculas e brancas
e eu canto louvores ao tempo

Que procuro mais
se nada encontro igual
a este instante de ritmo diferente

Me enliei em ti 
dei voltas e voltas
para me libertar de ti

E o momento se tornou suspenso
quando caminho na terra
e atenta fico ao caminhar do tempo

O triste é verdadeiro
misterioso e sublime
quando entra nos redemoinhos do passado
e caminha nas estradas do presente!


Maria Luísa Adães


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terça-feira, 14 de março de 2017

HOJE

Hoje havia estrelas no infinito                  
Selke Leon/ Facebook

naquele tempo abstracto
misturado com o instante presente

Hoje um poeta dizia
que escrever é uma vontade
e também um caminho solitário

Hoje deixei de estar triste
esqueci a indiferença
e fiquei livre

Hoje idealizei amor
no caminho do mundo
e gostei

Hoje contigo acreditei
no final da saudade

Hoje deixei o errante
e procurei amantes e poetas
e dancei, cantei
Num mundo diferente

E amanhã...

Não sei!


Maria Luísa Adães


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sexta-feira, 3 de março de 2017

E Voltei

Olhei e rolei no Universo
Pintado de vermelho e negro

Olhei astros, estrelas desconhecidas
e a solidão do contraste
encontrei vozes que reconheci
falei mas elas se calaram
talvez me conhecessem
e sentissem saudades desta voz
Junto a uma estrela brilhante        
Muito belo e desconheço o autor! De qualquer forma, agradeço!

Maria Luísa Adães

quieta, pálida
dorida fiquei

Minha Ilha cintilava
eu estava longe
meu amor chorava o abandono
eu o chamava
tudo inútil e distante
olhei o cimo 
e à transparência
Vi um trono onde alguém se sentava
e chorei lágrimas que caíam
e desfaziam o vermelho e o negro

Só eu sofria
Só eu escurecia no frio da noite

E Voltei!,,,


Maria Luísa Adães


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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

NÃO OUÇO AS VOZES

Hoje não ouço as vozes                
Margaridas Orientais/ Internet

vou sem rumo
tão grande o mundo
e países tão distantes

Hoje não ouço as vozes
As vozes daquele tempo

Que te vou dizer
se me interrogas
acerca de tudo?

Conheço as sombras
conheço as luas
conheço assombro
conheço o amor
e cubro minha nudez
com esse amor
te beijo
te abraço 
te amo
te desejo
te quero
Me perco em teus braços 

A fogueira acendeu
e ardo em teus braços
no teu desejo de meus abraços
e quando a apagar
apago o amor
e perco uma vida
e torno a ouvir as vozes
Daquele tempo

Mas hoje não
Hoje és tu e eu!...


Maria Luísa Adães


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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

TE AMO

Internet/ Botticelli





















E finalmente eu venho
Tenho permissão de ser quem sou
Na minha última solidão!


Maria Luísa Adães


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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

LIVRO DE CANTOS

SELKE LEON/ MURCIA


LIVRO de CANTOS
Século XII

Hildesheim/ ALEMANIA



A ALMA DO SONHO CHEGAVA
AS PORTAS DE OURO SE ABRIAM
E OS ANJOS CANTAVAM!...



MARIA LUÌSA ADÂES




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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

BELEZA

SELK LEON/ MURCÍA!Espanha
Junto a ti me lembro
o que devia dizer
E não digo
o que devia fazer
E não faço

Mas feliz me senti
Ao encontrar-te
tão perto de mim!...


Maria Luísa Adães


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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Ano Novo Feliz/São Paulo/BRASIL/ 2017


Maria Luísa/Gabriela/ Brasil



E assim
 reconstruimos o mundo

Em que vivemos
Em que escrevemos


Maria Luísa Adães
Gabriela


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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

NATAL FELIZ

Maria Luísa/ São Paulo/ Brasil



Há tantos vultos brancos

Há tantos vultos negros

Pés descalços
Mãos levantadas em ORAÇÃO

Será que tudo mudou
e não entendi a mudança
ou minha alma se desdobrou
sem pétalas de flores
Separada de mim

Vou esquecer contigo
tudo o que nunca disse
e se entrelaçou em mim

O mal matou o Bem
Deus é culpado
Eu não digo
Dizem os outros

E se perdermos DEUS
Onde está a Glória?

E neste momento me lembrei
Deus Vai Nascer
Uma Vez Mais, ELE Vai Nascer
E eu espero o SEU REGRESSO

NATAL FELIZ!


Maria Luísa Adães


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terça-feira, 29 de novembro de 2016

NUVENS

As Nuvens correm                      
Coleção de Imagens/ São Paulo/ Brasil

sem pressa elas correm
Os Pássaros voam
levemente eles voam
A Brisa se apresenta rendilhada
com tons de músicas caladas

E eu sinto e te digo
o paraíso na terra  pode ser isto 
que pressinto 

Neste único momento!


Maria Luísa Adães







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domingo, 30 de outubro de 2016

ESPELHOS

Tu foste minha paixão                                   
Maria Luísa Adães/ Portugal

embalaste meus sonhos perdidos
eu me lembro de ti
entre o sol e a terra
como te conheci
Me lembro, sim!

Nossos espelhos se fundiram
e caíram de mãos descuidadas
se partiram
rolaram pelo chão
como coisas mortas de ilusão
Neles me via
neles me reconhecia
com eles falava
eles me respondiam
Se partiram
me deixaram sem respostas
desinteressados, frios, calados
No ar da noite escura

Sem eles e sem tempo
sem estrelas e mar
me busco dentro deles
mas eles se partiram
Me lembro, sim

Sem Deus
Sem espelhos e sem ti
Que será de mim?...


Maria Luísa Adães


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domingo, 25 de setembro de 2016

CASA VAZIA

                                        
Maria Lais Fett/ Rio Grande do Sul/Brasil
Uma casa vazia   

meia porta aberta
uma pequena janela
deixa entrar um raio de sol

O chão quase desenha uma figura
das ameias de um castelo encantado
apenas meu sentir e minha mente
podem predominar
e ouvir palavras
de pessoas conversando
sem estar falando
de pessoas escrevendo
e não vão ser lidas
Nem cantadas

Ou já é tarde para mim
que fui gente
ao lado de gente
que me ensinou
A ser gente

E sou sombra
Silêncio e Nada!...



Maria Luísa Adães


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terça-feira, 30 de agosto de 2016

A ILHA

                                                       
Ilhas Shetland/ Maria Luísa

Um dia deixei a Ilha onde nasci
tive de a deixar e calcorrear o mar
e encontrar meu amor desfeito
Pela saudade de meu peito


Ele me esperava
me abraçava e beijava
e eu de olhos fixos
em sonhos ou acordada
via a Ilha, as rochas rolando
Fora da águas.

Eu tinha sido poeta
no silêncio dos deuses
e tinha gravado meus versos
Nas pedras que encontrava

Quanto te quis
quanto te quero
no calor tropical
sem fraquezas humanas
na solidez da terra
E no caminho brilhante do mar

Converto-me em ti
No jardim abandonado 
Por mim...

Deixa ouvir o cântico dos búzios
E nua, suave, perfeita
Te deixo entrar
Na minha própria casa

Fica...eternamente meu!



Maria Luísa Adães



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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

DESESPERO







De Maria luísa




Desesperados
Procuramos a solidão
Em todos os lados


E as mães ao longe
Chamam por entre névoas espessas
A ausência de seus filhos...


Maria Luísa Adães


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HOMEM DE BRONZE

                                                                         


Maria laís Fett/ Rio Grande do Sul/Brasil



O homem de bronze pesca
A noite é silente
Eu sou silepse
Regida pelas ideias
e não pelas regras
De uma filosofia minha

Ele me encanta
e canto como sereia de encanto
atraindo o pescador

A Lua se aproxima
e o peixe não morre!...


Maria Luísa Adães



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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

PARA TI

Maria Laís Fet/ Rio Grande do Sul/ Brasil





Dentro de teus olhos eu vivi
E acreditei em ti
E perguntei
Mil vezes perguntei

Por que se vive
Por que se morre?

Maria Luísa Adães


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segunda-feira, 20 de junho de 2016

BELEZA e CORES

Maria Laís Fett/ Rio Grande do Sul/ Brasil



Beleza e cores
Espalhadas pelo mundo
Nos dão  um outro mundo

Há palavras para dizer
E sentir esse dizer
Há músicas para tocar
Coração para sentir

Gosto da placidez do mar
E da luz que se transforma no ar
E nos dá
Outra forma
De viver
Neste Apocalipse de Sonhos



Maria Luísa Adães


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sexta-feira, 20 de maio de 2016

MELODIA

Havia um homem                                    
Pierre August Cot/ Internet

que entoava uma estranha melodia
falava de coisas que desconhecia
e de mundos que não via

Nunca percebi aquele homem...

E as árvores cantavam
e se mexiam
e animais paravam
e escutavam a melodia
que aquele homem cantava

E parecia que ele vinha 
de um outro mundo
e trazia um sentir de amor
que há muito esquecia

O amei e à sua melodia
e nunca o entendi
e nunca o esqueci

Ficou apenas meu
E de ninguém mais!...


Maria Luísa Adães





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quinta-feira, 28 de abril de 2016

PRIMAVERA


Pierre August Cot / M. Museum of Art, New York






Deixo a beleza
Iluminando a Poesia
Que não escrevi!


Maria Luísa Adães




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quinta-feira, 14 de abril de 2016

A VIDA III

A vida é preciosa                           
 http://algarve-saibamais.blogspot.pt
 

http://os7degraus.blogspot.pt

não pode ser vivida
de forma desencantada

A vida é sombra fugidia
a vida é silêncio e fantasia
a vida é dor inesperada

A vida nos dá o pranto
a vida nos dá prazer
a vida nos dá desencanto

A vida é volúpia 
nas noites quentes de amor
dá vida à própria vida
leva de repente a nossa vida
a vida é tudo e nada

Mas quem não admira a vida?
ela dá e ela tira
mas não deve ser vivida
de forma desencantada e perdida
não deve...

Dentro de teus olhos eu vivi
E acreditei em ti e perguntei

Por que se morre
Por que se vive ?...



Maria Luísa Adães




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quinta-feira, 31 de março de 2016

DISTÂNCIA

Que importa a distância?                           
Internet

em espírito eu subo montanhas
atravesso desertos intransponíveis
Caminho sobre as águas do mar

E sou livre
meus olhos fixam os lugares
Minhas mãos acariciam quem amar

E sou nuvem branca
que passeia no ar
Dançando sempre a mesma dança

Na visão da manhã e do dia
aparecida na hora do silêncio
E da melancolia!...


Maria Luísa Adãe

31 de Março 2016




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sexta-feira, 25 de março de 2016

Falando de PAZ

Quando te vi                          
Maria Laís Fett/ Brasil

Não acreditei em ti

E deixei minha sede
E meu fulgor de amar

Adormeci
Não sonhei

Acordei
Não tinha sonhos a contar

De novo te olhei
Te acariciei e te amei
Ou senti que te amei...

Há sempre um sentido escondido
desconhecido, fugido, convertido
Desprendido da terra e do mar

Campos velados
transformados
no medo de amar
Aquele mar

Tão longe e tão perto 
De mim e de ti

E de novo te olhei
Sem te amar

E a Paz passou
E nada deixou
E nada transformou

Veloz como o vento
Veloz como o tempo...

Patético momento!


Maria Luísa Adães


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segunda-feira, 7 de março de 2016

ABANDONADO

Envelheceste                                           

Internet
Abandonado foste


É este o mundo

Onde te perdeste?


Me sensibilizou

Me tocou bem fundo


No mar encapelado

De tudo que passou!...



Maria Luísa Adães



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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

ASSOMBRO

No cimo encontro o assombro                                    
Maria Lais Fett/ Brasil

De uma noite diferente
Num outro lugar do mundo

E vislumbro o encanto
De lugares escondidos 
Por detrás de poeiras
Esquecidos...

Abro as portas caídas
Entro e não sei quem sou
Não sei onde estou

Mas gosto do sonho
Me assombro com ele
E fico...

Não volto para ti
Nem para os silêncios
De um lugar que não escolhi
E não amei

Não volto!...



Maria Luísa Adães


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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

MANHÂ

                                                                     
Aqui estou eu
Minha voz e minha vida!

A natureza palpita
Chove lá fora

A distância
Somos nós que a fazemos

E não vou sentir a falta de amor
Por não saber esperar

Aquieta teu sentir por mim
Talvez eu possa voltar

E tornar a cantar
Nos espelhos de tua casa

Olhando um outro mundo
Distante do meu

Talvez o silêncio
Seja a única verdade
Que posso dizer
Sem escrever!...

Mas posso deixar as palavras
Que tantos me deixaram!...


Maria Luísa Adães


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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

AMOR!

     

                                                                     
Maria Laís Fett / Rio Grande do Sul/ BRASIL

A cortina se abre
Voluptuosa, misteriosa
O Universo escuta meus versos

A Lua olha com intensidade
O brilho de mil tons de estrelas

E o amor perfuma o ar
Lança tapetes floridos
Como arco-Íris dançando
À nossa volta

Os deuses dormem
Tudo se cobriu
De nuvens vermelhas

Olhamos e pedimos
A ilusão maior
Com jardins aéreos
Reluzentes e felizes

De um lado o amor
E do outro lado
O esquecimento desse amor

O tempo contradiz
As súplicas de quem ama

Mas o tempo não comanda o amor
Mas comanda o esquecimento desse amor...

E eu digo,

Amemos,
Amemos cedo ou tarde
Mesmo que Eu esteja longe

É esta a minha Herança!


Maria Luísa Adães


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V

sábado, 2 de janeiro de 2016

PAZ

Coleção de Imagens/ Facebook
PAZ

AMOR

ESPERANÇA

PERDÃO!...


Maria Luísa Adães


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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

ANO FELIZ

Maria Laís Fett/ Rio Grande do Sul/ Brasil
E hoje
Num Final de Ano

Eu não tenho nada para dizer
Que sinta ser verdade

Talvez o silêncio
Seja a única verdade
Que posso dizer sem escrever

Mas posso deixar as palavras
Que tantos me deixaram

E sei que simboliza
A minha verdade

ANO NOVO FELIZ
E PAZ!



Maria Luísa Adães


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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Natal Feliz

Maria laís Fett / Rio grande do Sul/ Brasil
Natal Feliz!



Eis a perfeição

De um mundo melhor 
E mais justo!



Maria Luísa Adães



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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

SOLIDÃO

O poema transmite a solidão

Através de uma cadeira
Onde ninguém se senta

O mundo muda
As pessoas mudam com o mundo

As palavras escritas mudam
O contexto por detrás das palavras
Muda também

E os dias iluminados
Tão breves, tão breves
Nos façam andar de novo
Mesmo de forma incompleta

Mas isenta e livre!

Com amor eu escrevo
Com amor eu mudo
Com amor eu caminho


Maria Luísa Adães



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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

ELA CHORA!...

Maria Laís Fett/ Brasil
Abandonada
Ela chora

Ali naquele mundo
Na tarde imóvel

Faz perguntas
E o mar não responde

E animais rastejam
Na areia da praia

E esse mundo 
É deles

E não é dela!...


Maria Luísa Adães


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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

MIL ROSTOS

Há mil rostos olhando para mim
E eu neste instante 
Não reconheço nenhum

Há mil sentimentos à minha volta
E neste momento, não tenho nenhum

Há mil infelicidades pedindo guarida
E eu neste tempo, não ouço nada

Há mil pessoas perdidas, esquecidas
E eu não digo nada

E sinto e penso
Que estou voltada
Para as coisas da vida
                                                           
Internet

Quero andar contigo lentamente
Dizer aqueles segredos
Que nunca digo

Quero amar-te eternamente
Na memória, na essência
Dos meus versos

Caminhar pelo deserto
Caminhar nas grandes cidades

E acreditar que não há mil rostos
Olhando para mim
E mil infelicidades

Só quero amar 
Numa insónia feliz

No deserto do amor
Sem mais nada...

Hoje há estrelas a brilhar
E levo o beijo
Que acabaste de me dar!


Maria Luísa Adães


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domingo, 1 de novembro de 2015

MISTÉRIO

Vesti-me de mistério                     
Imagem/ Maria Laís Fett/ Rio Grande do Sul


Com trajes de cerimónia
com trajes de outras eras
para prestígio e glória
Desse mistério

Eu não quero dar-lhe vida
fazer dele o Tudo,
Mas sim o Nada

Ajuda-me a despir estas vestes
Não minhas, mas dele
Como se fosse um ser etéreo
um ser de majestade
E dele recebesse 

A existência
O destino
A verdade

Mas ele não é a verdade...

É um ser camuflado
destruído, esquecido
e vestiu-me de mistério
chamou-me de mistério
e abandonou-me
Num local perdido

E olhei à minha volta
estarrecida
esquecida por todos
E por ti meu amor

E senti-me mistério!...



Maria Luísa Adães


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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

APENAS...Olhei!

   Olhei 
E não te reconheci                                          
Salvador Dalí/ GALA

E tanto te amei
num amor sensual
ocasional
Vazio no mundo real

Em mim, havia fogo e dor
Nesse amor

Que ressalta
que prende
que ressuscita
e torna a noite
em dia
E não deixa descansar

Em ti não existia amor
E em mim havia o acreditar
Nessa forma de amar


Passou
nada ficou
e no fundo de mim mesma
reconheci
que não te tinha amado
Apenas desejado!

Em ti não havia amor
Em mim
Não sei que se passou
Nada ficou
Nada deixou

E quando te vi
Não te reconheci

Esqueci!...


Maria Luísa Adães


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terça-feira, 6 de outubro de 2015

ADORAR

Adoro em ti                                                         
ADORAR

O ardor dos teu beijos
E a procura ávida dos meus

Adoro em ti
a tua vivacidade
de menino ausente

Adoro em ti 
a tua sensualidade
unindo-se à minha

Adoro em ti
a liberdade que me dás
que me é tão cara
e tanta falta me faz

Adoro em ti
não olhares meus versos
e me amares
como se não fosse poeta

Adoro em ti 
essa forma de dar 
e nada dar

Adoro em ti
tudo quanto amo
tudo quanto chamo
De vida

Adoro em ti
me esquecer de mim
e dos outros
e do mundo
ao qual pertenço

Adoro em ti
Essa espécie de amor
por mim

Adoro!


Maria Luísa Adães


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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

BELEZA

Internet


Será  Que Te Conheço?

E Ele Me Respondeu

Encontrei Tudo
Nesse deambular
De Teus Sonhos

De forma tão bela
Tão saudosa
Tão cheia de lembranças
Ele disse...

E eu olhei
Não reconheci
Mas respondi

Eu nada sou!...
Ou sou, um pouco mais
Contigo!

E te amei!...


Maria Luísa Adães


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terça-feira, 15 de setembro de 2015

DAVID/ Firenze

David/ Michelangelo / Firenze
/


Quando te vi
Não acreditei em ti

E deixei minha sede
E meu fulgor de amar

Adormeci
não sonhei
e acordei sem sonhos
A contar...

De novo olhei para ti
E te reconheci

E te amei
Com o fulgor de Amar!


Maria Luísa Adães


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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

NÃO Há REGRESSO

Eu olho o submerso                             
Georgia O ´Keeffe

onde tantos se debatem
E se prendem sem sonhar

E desço uma vez única
para escrever meus versos

E dar a saber
aos que se perdem
Sem Pátria nem lar
O caminho de regresso

Mas eles não sabem
Eu não sei
Não importa saber

Não há regresso
Só a morte os espera

Nada posso fazer...

Apenas deixo a Flor da Noite                                                   
A  Rosa caiu e morreu...

Por mim encontrada!...                                 


Maria Luísa Adães


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